e a escolha de voltar aqui apenas para escrever, apenas para idealizar o que ela tinha de mim em seu mais distanciamento, era um pedido por ajuda, era o reverso da transformação: cada dor em um signo ainda mais distante e silenciado. o que meu nome teria para responder ao que me era sabatinado? o que de mim era eu mesmo, só que mais fragmentado? não sei! o pensamento é em voz alta. as palavras não mais segredam minha decisão de vida em liberdade, entre a suposta porta aberta dos meus no dela! e fazer sentido? é apenas pra se ir sentindo. o mais? as linhas que nunca foram escritas...
terça-feira, 5 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
memória do que esqueci de ana
vontade. encerrar o que tenho num ponto entre o vazio e o expectante de mim! precisão da língua que tenho: única provável, possibilidade decifrada, re-unida...
três: a chance, a ida e o contínuo. não mais que o teorema da noite: pode ser tarde demais! a vida, já se disse, impossível e expulsa. ou atada?
metástase
e o desejo de pensar no que poderia ser sempre lhe fora a maior necessidade corrosiva. corrosiva a tal ponto, que não era mais capaz de entender onde se encontra o significado desse centro duro em si mesma, tampouco o caminho de dissolução no lunar a que se pretendera. em silêncio, como quem separa cada uma das sementes de sua espécie, reparava os males do fato de ser feita de palavras. mais: de ser feita do substancial de sua própria linguagem! essa, por sua vez, corruscante, improvável, estava, já, destituída do poesis elementar. era o fracassado! era o perigo de fora pra dentro. não havia mais como voltar. tudo, por partenogêneses, era gerido e digerido em milésimos! cada coisa perdia a sua importância em si mesma. era a potência do nada de ser um quase-tudo. o mal se dera sem meios paliativos, se dera sem ela os permitir. como lidar com a linguagem que flagela a casca do significante, fazendo escorregar pelas mãos o caldo grosso da palavra de quem a escreve?
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