é o grito de ordem! depois de iniciado em processo, tudo lateja em palavra. água doce que arde em sal, a dor que se veste de amanhã na vã esperança de se fazer menor, o dia imprensado em letras manuscritas. tudo parece sob o domínio do sentimento pelo que pensamos.cada desmedida minha é um ato de bravura indômita, uma necessidade de respirar enquanto se nada em meio à profusão das cores do passado de antes. S.O.S nunca entendi pedidos de ajuda. nunca soube socorrer a quem de mim precisou! estancado, coagulado, inerte, elidido, domado. esse é o mar sob o qual vivo. essa é a vida que ousaria ter pra mim. e o que sobrar? fica pro lixo das entrelinhas de quem não se arriscar a ler!
sábado, 28 de julho de 2012
o que sangrava em palavras
é como se colocasse essas minhas mãos com enormes dedos dentilhados por dentro do que há na noz daquilo em palavras. querendo, assim, pôr ordem a tudo que se sentiu. colocar em carrerinha, como tudo com que componho esta mensagem, o que está em convulsão. é violência! apanhamos pela sintaxe da língua de qualquer forma, antes mesmo de ser!
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